sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CERÂMICA ARQUEOLÓGICA








Estou, cada vez mais, interessado em arqueologia cerâmica. Não sei o que me pegou, mas comecei a fazer um curso de Cerâmica Arqueológica Argentina, com o Maestro J.F.Chiti, que me obrigou a estudar e fiquei vazio ao me perguntar sobre a arqueologia cerâmica Brasileira.
Assim, fui estudar e hoje os formatos que ando fazendo, torneados, são, principalmente, formatos arqueológicos.
Nas fotos que apresento, primeiro começo mostrando uma urna tupi-guarani, pertencente ao museu da Universidade Federal do Paraná. Na segunda foto, um detalhe da decoração chamada ungulada, pois foram feitas pressionando as unhas sobre um pedaço de argila grudado na urna. Tenho tentado entender como a modelagem dessas peças eram feitas. Acredito que começavam pela boca e depois iam subinho, com rolinhos até fecharem o final da peça. Depois, quando estavam mais secas, podia-se virar, colocar apoiada no chão, sobre um côncavo e proceder ao acabamento interno. Mas a informação que recebi é de que foram modeladas de baixo para cima, o que parece meio difícil. Para compreender isso deve-se imaginar que foram feitas por partes, começando, depois esperando secar um pouco para poder continuar. Na foto 3, são desenhos de formatos caingangues, indios que habitaram o Paraná, principalmente. Este desenho foi fornecido pelo Prof.Igor Smitz, da Universidade Fed. do PR. Estes formatos não tem base, possivelmente são para ficarem apoiadas sobre buracos escavados no chão. A outra foto é um torneado com engobe de óxido de ferro, com decoração de cabeça de serpente serpente, característico de cerâmica shamânica da américa do Sul. Este desenho foi copiado (apenas a cabeça da serpente) do livro La Simbólica, de J.F. Chiti.Os outros dois vasos já fazem parte desta influencia que estou sofrendo.
Estou sempre trabalhando com massas nas quais adiciono muito anti-plástico. Principalmente chamote de tijolo, areia grossa, arenito malha 20. Misturo, também, nestas massas algum antiplástico que encontro pelos locais onde ando, sempre com o olhar atento para materiais que posso incorporar nas massas.
Está longe do meu pensamento comprar massa pronta. Acho facílimo preparar uma massa para grês ou para queima em baixa temperatura. Claro que outros antiplásticos eu uso, o talco, feldspato, caulim, mas estes são materiais que compro nas mineradoras aqui na região metropolitana de Curitiba.

2 comentários:

Helena Erthal disse...

Oi Gilberto,
Me interesso também por arqueologia cerâmica, encontramos trabalhos muito interessantes, principalmente as texturas e os símbolos. Gosto do aspecto robusto e penso que certas formas ancestrais estão em nosso DNA, por isso nos atraímos por elas.
continue a mostrar suas peças!!
abraços,
helena

Amanda disse...

Boa tarde gostaria! de saber se você ministra cursos também, eu não entendo nada sobre cerâmica mas estou com bastante vontade de aprender,e não encontrei nenhum lugar para aprender em curitiba caso você nao ofereça, e souber de alguém, ou escola, pela ajuda ficaria grata.

Adorei seus trabalhos,
abraços,

Amanda.