sábado, 19 de maio de 2012
SEMANA DO CERAMISTA/JOINVILLE-SC
NESTE FINAL DE MÊS ACONTECE A SEMANA DO CERAMISTA EM JOINVILLE-SC. GRANDE INICIATIVA DA SECRETARIA DE CULTURA E DA CASA DA CULTURA QUE, HÁ MUITO TEMPO, TEM A CERÂMICA COMO UMM FOCO DE DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO E ARTESANAL. ESTÁ ABERTO A TODOS INTERESSADOS. JOINVILLE É O MAIOR PIB DE SANTA CATARINA E A CULTURA ESTÁ PRESENTE EM MUITAS ATIVIDADES. DAREI UMA OFICINA DE RAKU NESTE EVENTO. ESTÁ ABERTO A TODOS OS INTERESSADOS. SE MAIS CIDADES TOMASSEM ESSAS INICIATIVAS SERIA MUITO MAIS CONCRETO NOSSO DESENVOLVIMENTO. AO CONTRÁRIO DE NOSSA VIZINHA ARGENTINA QUE NA TEM NA CERÂMICA UM DOS FOCOS DA CULTURA, NÓS AQUI, DO PARANÁ
NÃO TEMOS UMA ESCOLA DE CERÂMICA OFICIAL. SOMENTE EM SÃO PAULO, NO SENAI. TALVEZ POR ISSO NOSSA ETERNA RIVALIDADE COM A NOSSA VIZINHA: CULTURALMENTE ESTAMOS PELEJANDO PARA IGUALÁ-LOS, NOSSO CIDADÃO COMUM TEM UMA ENORME DIFICULDADE DE ACESSO À CULTURA, AO CONHECIMENTO. A CULTURA É MUITO CARA,BASTA IR NUMA LIVRARIA E VER OS PREÇOS DOS LIVROS E COMPARAR COM O SALÁRIO MÍNIMO. ALÉM DISSO, OS CERAMISTAS SABEM MUITO BEM A BATALHA QUE É O RECONHECIMENTO DO DEVIDO LUGAR QUE A CERÂMICA DEVE OCUPAR DENTRE AS ARTES.
A CERÂMICA NO BRASIL É UM MOVIMENTO FORTE, DEFINIDO, TEM PÚBLICO, AUMENTA CADA VEZ MAIS. PRECISAMOS DE MAIS ESPAÇOS PARA APRENDIZADO, FORA DE SAMPA. SÃO PAULO TEM INDEPENDÊNCIA, NÚMERO EXPRESSIVO DE CERAMISTAS CONSAGRADOS E POSSIBILIDADES QUE ESTÃO FORA DO ALCANCE DA "PERIFERIA".
sexta-feira, 18 de maio de 2012
VALE DO SOL / Morretes-PR
Fui dar um curso no Vale do Sul, comunidade onde já estive anteriormente. Como moro no primeiro planalto do Paraná, desço a Serra do Mar, cedinho. Sempre o mesmo espetáculo matinal, sol batendo nas montanhas. Depois passo por Morretes. Tenho prestado atenção à cidade de Morretes. Cada vez a acho mais charmosa. Dentre as cidades do nosso litoral, já que Morretes tem sua ligação com a Baía de Paranaguá pelo Rio Nhundiaquara, é a que me parece mais alegre e cuidada pelo poder público municipal. NO início da colonização de Curitiba este rio era muito usado, pois economizava uma pernada subindo o Nhundiaquara até a cidade de Porto de Cima. Depois, no lombo de burro é que se continuava a subida até Curitiba. Morretes, além de Restaurantes e Pousadas tem uma vegetação luxuriante Tropical às margens do citado rio, que é de pedras e de águas transparentes.Sempre curto um banho no rio, quando volto no final do dia para minha casa. Nem me importo se a água está fria, faz parte.
Uma das vantagens
do clima quente, tropical é a produção de frutas. Aproveito para fazer verdadeiro tráfico de frutas, levo caquis, peras, pinhões e troco por Frutas do Conde, carambolas e bananas de várias qualidades.
Na Comunidade encontro sempre o clima amistoso e uma calma na produção de peças. Desta vez quis trabalhar com aperfeiçoamento daqueles que já tinham aprendido as técnicas básicas de cerâmica. Assim, rapidamente passaram os 4 dias. Numa comunidade a velocidade é outra, a dedicação, idem, por isso, minha atenção fica dobrada. Minha velocidade de trabalho normalmente é grande, gosto quando sou solicitado ao mesmo tempo por várias pessoas, vou transitando e desenvolvendo, mas aqui é diferente, preciso mais calma, baixar minha pressão de trabalho. Isso é bom prá mim, também.
domingo, 13 de maio de 2012
CONGRESSO/SALÃO DE CERÂMICA CURITIBA
Recebi um email comunicando que está sendo ajustado o modelo do novo Congresso/Salão para o final deste ano. Possivelmente outubro ou novembro. Vamos aguardar mais detalhes. Mas é o seguinte: O Museu Alfredo Andersen comandará o evento, todavia, o dinheiro terá que vir via Lei Rouanet, cujo projeto já está sendo encaminhado.
Somente o fato desta disposição de encarar o único evento ceramista aqui do Paraná, que já estava sendo dado como aniquilado, é auspicioso e merecedor de aplausos. Vamos aguardar, sempre mandando alguma mensagem para as pessoas responsáveis. Por exemplo, agora, poderíamos mandar mensagens de congratulações pela atitude demonstrada de reverter uma decisão em função do clamor reivindicatório de uma classe!!! Isso é muito importante e coincide com o que proclama a Constituição de 88 quanto à participação popular, o terceiro setor. Estas mensagens devem ser mandadas às mesmas pessoas que receberam as primeiras mensagens, aquelas pedindo que o evento não morresse.
Bem, com isso, vamos amarrando a nossa participação e a dos órgãos públicos, numa união proveitosa para todos. É necessário esse comprometimento via email entre as duas partes, pois nosso ceticismo ancestral não permite que acreditemos piamente no que é prometido, sem vermos realizado (qualquer coisa).
Todo mundo precisa de um tempo para reflexão. No mês de abril fiquei olhando o meu trabalho, vendo o que quero fazer na sequência. Como em janeiro começou a funcionar o Terra Brasil Café, na Chácara onde moro, comandado pela minha companheira e onde exponho minhas peças para venda, precisei dar minha colaboração em vários setores.
Um deles foi arrumar pedrinhas pelo jardim, como pode ser visto na foto, movendo algumas, com auxílio de alavanca. Ao fundo da foto o Café visto pela lateral e a entrada que ainda está sendo trabalhada. Cruzei, neste movimento, com o réptil mostrado na foto, cuja espécie não soube identificar. Mede uns 25 cm. Coloquei-a num vidro e levei para um recanto isolado da Serra do Mar, pois viver aqui em casa é perigoso, prá ela. Mas a lagarta vermelha, conhecida como Cachorrinha é terrível. Sua cabeleira quando encostada na pele, mesmo levemente, provoca queimaduras ardentes durante 6 horas seguidas, no mínimo. Já passei por isso...
O mês de abril é muito rico em frutas aqui no primeiro planalto Paranaense. Peras,
caquis, e no final do mês começa a temporada dos pinhões. O Pinhão é uma unanimidade. Uma das maneiras mais fantásticas de prepará-lo é queimando-o no meio da grimpa (galho seco de pinheiro). É o famoso fast-food Kaingang. Em poucos minutos fica tostado, ao ponto.
Tenho a intenção de promover alguns eventos culturais aqui no meu espaço, que suporta um grupo de até trinta pessoas, num encontro. Quero transformar o meu espaço naquilo em que acredito: Cultura=trabalho=lazer! Também, claro, tem o Terra Brasil Café de apoio, com enfoque naturalista, integral, natural, orgânico, principalmente.
Como vivo na área Rural, o evento precisa ser completo=trabalho, cultura e comida...O primeiro deles foi O Evento de Montanhismo, com o Nativo, nosso conhecido e famoso Montanhista, aconteceu no final de abril. Sua escalada ao Fitz Roy, na Patagonia, foi ilustrada com fotos e , ainda, uma aula de Montanhismo com datashow.
Um deles foi arrumar pedrinhas pelo jardim, como pode ser visto na foto, movendo algumas, com auxílio de alavanca. Ao fundo da foto o Café visto pela lateral e a entrada que ainda está sendo trabalhada. Cruzei, neste movimento, com o réptil mostrado na foto, cuja espécie não soube identificar. Mede uns 25 cm. Coloquei-a num vidro e levei para um recanto isolado da Serra do Mar, pois viver aqui em casa é perigoso, prá ela. Mas a lagarta vermelha, conhecida como Cachorrinha é terrível. Sua cabeleira quando encostada na pele, mesmo levemente, provoca queimaduras ardentes durante 6 horas seguidas, no mínimo. Já passei por isso...
O mês de abril é muito rico em frutas aqui no primeiro planalto Paranaense. Peras,
caquis, e no final do mês começa a temporada dos pinhões. O Pinhão é uma unanimidade. Uma das maneiras mais fantásticas de prepará-lo é queimando-o no meio da grimpa (galho seco de pinheiro). É o famoso fast-food Kaingang. Em poucos minutos fica tostado, ao ponto.
Tenho a intenção de promover alguns eventos culturais aqui no meu espaço, que suporta um grupo de até trinta pessoas, num encontro. Quero transformar o meu espaço naquilo em que acredito: Cultura=trabalho=lazer! Também, claro, tem o Terra Brasil Café de apoio, com enfoque naturalista, integral, natural, orgânico, principalmente.Como vivo na área Rural, o evento precisa ser completo=trabalho, cultura e comida...O primeiro deles foi O Evento de Montanhismo, com o Nativo, nosso conhecido e famoso Montanhista, aconteceu no final de abril. Sua escalada ao Fitz Roy, na Patagonia, foi ilustrada com fotos e , ainda, uma aula de Montanhismo com datashow.
domingo, 1 de abril de 2012
VIVÊNCIA 31.03.12=R A K U






Aqui em Quatro Barras-PR, o outono começou com um friozinho característico, muito gostoso, apesar de não ser mais aquela temperatura pronta para geada de "antigamente".
Muito embora eu já tenha feito uma grande quantidade de queimas no estilo Raku, serendipicidade é o termo correto para viver e aprender. Exige um olhar clínico para detectar alguma alteração na normalidade... Eu tinha formulado um vidrado de baixa, com carbonato de sódio e ficou com pouco brilho, depois de queimado a 980 oC, e meio avermelhado na redução com serragem. O resultado não tinha ficado ruim, mas o objetivo era um vidrado egípcio, brilhante, azul, que é a cor do óxido de cobre em meio alcalino.
Muito embora eu já tenha feito uma grande quantidade de queimas no estilo Raku, serendipicidade é o termo correto para viver e aprender. Exige um olhar clínico para detectar alguma alteração na normalidade... Eu tinha formulado um vidrado de baixa, com carbonato de sódio e ficou com pouco brilho, depois de queimado a 980 oC, e meio avermelhado na redução com serragem. O resultado não tinha ficado ruim, mas o objetivo era um vidrado egípcio, brilhante, azul, que é a cor do óxido de cobre em meio alcalino.
Todavia, repetindo a operação, por um participante da Vivência, que gostou do fosco aveludado, percebi um lampejo de Copper Matte. Repetido a operação, lá estava registrado o Copper Mate. Agora falta refazer especificamente para obter somente o resultado copper mate. Numa Vivência não dá para fazer os dois tipos de queima, Raku, simples, e o Copper mate, porque este último precisa de mais atenção e cuidado para obterem-se as cores e é mais demorado. Então o negócio não anda, não dá velocidade e eu gosto que se consigam fazer três queimas, para comparação, o que aumenta o aprendizado. Muitas pessoas nunca fizeram este tipo de queima e não querem errar. Por isso, repetindo, vai sendo aprimorado.
O grupo é que faz a qualidade do evento. Quanto tudo flui de forma positiva, o resultado é gratificante e energético, foi o que aconteceu.
Com o Terra Brasil Café dando o apoio culinário ao evento fica muito fácil e, pela primeira vez nas vivências que acontecem aqui no meu espaço, este setor funcionou perfeitamente, já que o T.B.Café abriu suas portas em janeiro deste ano. A comida com enfoque orgânico, natural, feita com capricho e qualidade abrilhanta o evento e faz parte dele. Todos querem fazer algum curso de culinária e preciso chamar a atenção = Hei, o evento é de cerâmica, não posso ser passado prá trás....(rs). Sempre alguém sai levando algum pão integral, geléia (no caso tinha feito com butiás, que não é comum e, ainda, claro, com selo orgânico).
Quero ampliar os eventos aqui no meu ateliê. Gostaria de proporcionar treinamentos com profissionais do ramo cerâmico, ou de arte, Cultura, vindo de outras cidades do Brasil, para marcar tento e fixar um atividade produtiva e cultural.
O grupo é que faz a qualidade do evento. Quanto tudo flui de forma positiva, o resultado é gratificante e energético, foi o que aconteceu.
Com o Terra Brasil Café dando o apoio culinário ao evento fica muito fácil e, pela primeira vez nas vivências que acontecem aqui no meu espaço, este setor funcionou perfeitamente, já que o T.B.Café abriu suas portas em janeiro deste ano. A comida com enfoque orgânico, natural, feita com capricho e qualidade abrilhanta o evento e faz parte dele. Todos querem fazer algum curso de culinária e preciso chamar a atenção = Hei, o evento é de cerâmica, não posso ser passado prá trás....(rs). Sempre alguém sai levando algum pão integral, geléia (no caso tinha feito com butiás, que não é comum e, ainda, claro, com selo orgânico).
Quero ampliar os eventos aqui no meu ateliê. Gostaria de proporcionar treinamentos com profissionais do ramo cerâmico, ou de arte, Cultura, vindo de outras cidades do Brasil, para marcar tento e fixar um atividade produtiva e cultural.
terça-feira, 27 de março de 2012
CERÂMICA E CULINÁRIA





Estou fazendo uma dobradinha, com a minha companheira, de Cerâmica e Culinária. No mês de Janeiro a Beatriz abriu o TERRA BRASIL CAFÉ, aqui na chácara onde vivemos. Era uma velha aspiração. O Terra Brasil Café utiliza produtos naturais, integrais, de preferência orgânicos, transformando em tortas, pães, empanados, quiches, bolos, por aí.
A cerâmica e a Culinária tem muitos pontos em comum. A começar pelos fornos: elétricos, à gás, à lenha. Tanto eu, ceramista, tenho os três tipos de fornos, quanto o Terra Brasil. Forno é transformação, vidrados, coberturas comestíveis, recipientes culinários, pratos, etc. A cerâmica surgiu de uma necessidade culinária, ou de uma evolução dos recipientes encontrados na Natureza, como cabaças (porongos, purungos, catutos, calabazas) e mais o uso do fogo. Somente a cerâmica mostrou-se resistente ao fogo. Depois vieram os metais....Mas a cerâmica continua sendo a companheira inseparável da culinária.
Na proposta que estamos começando, entra, ainda, o nosso espaço e as Vivências, ou eventos culturais. O Terra Brasil Café recebe as pessoas mas não dá acesso ao espaço da chácara, funciona na parte frontal. As Vivências e Oficinas, entram no espaço da chácara, integralmente. Minhas peças cerâmicas, minhas fotografias e as de meu filho Lauro Narciso também são comercializadas no Terra Brasil Café.
No mês de abril um evento diferente, dentro da idéia cultural. O Nativo, nosso montanhista de renome, vai apresentar as fotos, no Terra Brasil Café, de sua estada recente na Argentina, onde escalou nada menos que o Fitz Roy. Farei a convocação oficial.
Essa é a idéia, a proposta que estamos tentando implantar. Qual o objetivo? Concretizar a proposta na qual acreditamos: Desenvolvimento Sustentável, valorização, da Vida, Natureza, noção de limite, Espaço Cultural, Alimentação Saudável (não quer dizer simples, mas os produtos de procedência saudável), etc. Vejam no Face Book=terrabrasilcafe.
Algumas fotos da chácara em momentos diferentes, em dia de cheia na cachoeira que fica muito além do normal em termos de volume de água, as hortênsias em seu momento de floração, novembro e dezembro, sanhaço comendo caqui e foto do Terra Brasil, internamente.
segunda-feira, 26 de março de 2012
PARQUE DA CIÊNCIA=CERÂMICA BÁSICA




A queima no forno à lenha foi perfeita, nenhuma peça quebrou. A lenha usada foi eucalipto e plátano. As duas estavam estocadas, super secas. É muito fácil fazer uma queima com estas madeiras. O diâmetro delas, para o final da queima , de duas horas, é de 5 a 8 cm, os galhos finos, portanto. O forno é econômico, foi gasto um quarto de metro cúbico, por aí. O forno estava atulhado de peças. Esta queima é feita com as peças modeladas na primeira etapa do curso. Por isso, nesta segunda parte, no primeiro dia dá-se o acabamento, no final do dia, enfornamento. NO segundo dia é feita a queima, 8 horas. NO terceiro dia começa-se a modelar novamente, mas, daí, cada um já tem um plano de ação, quer modelar isso ou aquilo. As técnicas foram passadas na primeira etapa = rolinhos, colada de placas, panelas, modelado livre, ferramentas, etc. O enfoque, nesta segunda parte,é o acabamento. NO quarto dia, encerramento, fiz uma queima com vidrado, a 980 graus centígrados, cada um escolhendo uma peça que tinha sido queimada no forno à lenha. Dá uma abertura de possibilidades cerâmicas para quem não conhece a técnica, que é a mais barata de queima de vidrado. NOrmalmente levo o transparente 096, mais óxidos de cobre, cobalto e cromo. Preparo as soluções na hora e dá uma boa variedade de cores, com a redução do cobre, suficiente para a demonstração. Na hora de colocar as peças na serragem, esta não existia pois tinham limpado a oficina de marcenaria. Mantive o forno a 980 graus por algum tempo até se conseguir uma alternativa que foi compostagem semi-seca, que estava numa pilha. Compostagem = restos de vegetais triturados e empilhados para ser usado como adubo. Foi esquisito, era a única saída, mas funcionou! Tenho improvisado muito.....
A qualidade do modelado na segunda etapa do curso foi evidente. Acho que o interesse que as pessoas demonstraram na primeira etapa apareceu nesta segunda etapa. É bacana ver a melhoria do acabamento, o soltar das amarras para tentar realizar o que se deseja. Um curso quem faz são os alunos, sem eles, sem essa vontade que eles demonstram, o resultado é mixuruca, sem graça. Outra coisa curiosa é que a semana sem aula parece que foi trabalhado, sem ter sido feito nada. No retorno a melhoria está presente, o tempo parado amadureceu o modelado.
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