terça-feira, 23 de dezembro de 2014

VIDRADOS DE REDUÇÃO , COM FERRO

Vidrado de Ferro/Redução
10 cm - $70,00 - s/ frete
Enquanto transcorria este ano de 2014, querendo frear a velocidade da vida, fui construindo, despacio, minha cerâmica.
Fechei-me, em tempo integral, para olhar e prestar atenção ao que estava fazendo, ao mesmo tempo em que fazia. É aquele dar um passo prá trás e observar, tentar olhar um pouco de longe o  próprio movimento. E vi, pareceu-me claro, uma vida é pouca para todas as experiências possíveis para cada indivíduo, independente do seu interesse/foco. 
Tqueima 1270 oC
30 cm- $ 280,00 s/ frete


Há alguns anos venho desenvolvendo massas e vidrados e o resultado sempre é surpreendente. É um prazer
Cuia p/ chimarrão-detalhe
Vidrado de ferro- Tqueima 1270 oC-30 cm
$280,00 s/ frete
Vidrado de Ferro/redução - 30 cm
$ 280,00 s/ frete

Detalhe da massa/vidrado
poder contar com os inúmeros materiais disponíveis na natureza e quase gratuitos, para o ceramista. Gasta-se algum tempo para aprender, por outro lado, no momento em que ficamos independentes, o resultado é único.
Negro de Ferro - detalhe
Detalhe vaso 
Detalhe-vidrado redução
Negro de Ferro-1270 oC- 25 cm
$ 280,00 s/ frete

Cuia para chimarrão-Tqueima=1270 oC
12 cm - 150,00 -s/ frete


As massas podem ser inúmeras, mas estou tentando chegar num vidrado que seja igual à massa.
É por aí o mergulho do meu trabalho cerâmico, neste momento! Quando olho uma rocha, mineral, minério, estou vendo o papel de seus componentes numa massa ou vidrado cerâmico. Depois de estudar, procurar entender, testar e ajustar, quero que as minhas peças cerâmicas, resultantes desta pesquisa e trabalho, sejam, em sua aparência, exatamente isso: vidrado e corpo da cerâmica praticamente indiferenciáveis, que se veja claramente que eles são iguais, somente que o vidrado está fundido e colorido e a massa, semi-fundida, mas são percebidos como semelhantes. 

Caliandra.









sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

VIVÊNCIA DE CERÂMICA - RAKU



Retornando ao meu trabalho, começo com uma Vivência de Cerâmica. Aproveito o calor do verão, as hortênsias em plena floração
e o refrescante clima que temos aqui no nosso pé da Serra do Mar.
Esta Vivência será no dia 01.02.2014, início às 9h e término às 17 horas. A parceria com o Terra Brasil Café garante a qualidade do envolvimento culinário,  dobradinha que faço com a Beatriz, minha companheira.
A Vivência é esse dia no meu espaço, com duas queimas de cerâmica no estilo Raku, por ser simples e rápido. As peças estou torneando, a maioria com formatos arqueológicos, onde me inspiro, se bem que, para fazer algo fora do que já foi feito, em termo de peças torneadas, é meio difícil. Peças com 1 kilo de massa.  Quando aprofundamos o estudo na história da cerâmica, vamos vendo a repetição, o resgate, os momentos de grande qualidade e que são admirados e reverenciados ao longo do tempo. 
Dou grande valor e me inspiro nos formatos de vasos tupiguaranis, caingangues, marajoaras, principalmente.
Quem quiser participar, é só entrar em contato, o custo por pessoa é de $ 170,00, pagamento no dias, mas a confirmação tem que ser até a semana anterior da Vivência. 12 vagas.





terça-feira, 24 de setembro de 2013

Descansando a Massa

Estou dando um pequeno tempo em meu trabalho cerâmico, observando de fora, olhando onde posso melhorar, como posso dar mais um passo adiante. Meu trabalho é praticamente solitário. Pesquiso sozinho. Não que eu goste exatamente de atuar dessa forma, mas é que as condições são essas. Penso que a cerâmica é uma parte da minha vida, porém, olho ao meu redor e vejo o mundo, seu tamanho, sua forma, como o Ser Humano atua, como vai apropriando-se do Meio Ambiente, irresponsavelmente, sem pensar nas gerações que virão, sem pensar que a reposição de espécies vegetais e animais extintas não pode ser feita. Não somos os únicos habitantes do planeta. Vejo, também, que o Universo não pode ser uma balela, sem sentido ( "a vida é uma anedota, contada por um idiota, etc..."), que nós, Seres humanos, usamos apenas 6% do nosso cérebro,  que todo o Universo visível é apenas 6% do todo. Então, que conclusão? A Evolução está acontecendo, longe, longe, do seu objetivo. Se para chegar-se a outros sistemas planetários precisamos de milhares de anos, milhões de anos, praquê o resto do Universo? Claro, deve existir outra forma de comunicação, mais rápida do que a nossas rasteirinhas Leis da Física, orgulho da Raça.
Ao mesmo tempo, a primavera chegada, não silenciosa, deve ser olhada, pensada ( repito o Hamada = "cada ano, quando vejo as cerejeiras em flor, sinto que elas penetram cada vez mais dentro de mim..."), sentida e transformada naquilo que pensamos. Aí meu trabalho quer chegar, preciso expressar tudo isso, quero, também, participar da Preservação Ambiental do planeta, de uma forma mais direta,  esperta. Acredito que as atitudes individuais, porém concretas, tem mais força do que campanhas de milhões.
Enquanto isso, estou olhando, olhando para alguns pacotes contendo magnetitas em malha 80, pegmatito, malaquita, para misturar nas massas que me esperam e continuar meu trabalho, já , já, já.......
Abraço!

terça-feira, 25 de junho de 2013

SANGUE DE BOI

 A pesquisa de Redução do óxido de cobre é um clássico que sempre atraiu os ceramistas. Normalmente o Sangue de Boi é conseguido usando como corpo cerâmico a porcelana. Não é o meu caso. Fui fazer, há alguns anos, um curso de vidrado de sangue de boi com o Maestro Chiti em Buenos, que foi muito completo. Nestes anos, tenho feito aquele vidrado sugerido pelo Maestro e muitos outros. Todavia, uso como corpo cerâmico, o grês, que é o que me interessa.  Gosto da mistura de materiais na massa e nem sempre produzo uma massa padrão para ser repetida inúmeras vezes. Gosto de inventar no  momento em que estou produzindo a massa. Posso resolver na hora adicionar um ou outro material. Por exemplo, texturizantes grosseiros (chamotes, quartzito, etc), argilas coloridas, o que me der na veneta!  Depois de torneada a peça e biscoitada, deixo na prateleira e quando resolvo fazer uma queima com redução de cobre, escolho as peças quase sempre com tons escuros.

Obtive vermelhos mais escuros, mais claros. Gosto quando aparece um pouco do verde, quando não totalmente vermelho. 
Tenho a mania de fazer vidrados escorridos e fui treinando o gestual ao derramar a solução de vidrado na peça. É rápido, no entanto, precisa um controle da situação, mas encaixa-se com o meu modo de ser= trabalho em movimento! Sincronização, controle do gesto!

Queimo, normalmente, a 1263 oC e faço a redução no final da subida e depois na descida da temperatura. O resultado positivo desse gráfico possibilitou-me repetir a experiência inúmeras vezes. A intensidade da redução é que me permite que a peça seja totalmente vermelha, ou que apareçam verdes mesclados, que é o meu gosto.
Esta foto de mata nativa, primária, da Mata Atlântica, tive o prazer de caminhar nela, semana passada, preservada à unhas e dentes.
Realmente, quase que não dá para acreditar, a insanidade humana, devastando de forma tão cega, para um desenvolvimento à qualquer preço,  é uma loucura inexplicável. Como podemos aceitar que se desmate sem qualquer dor de consciência a nossa Mata Atlântica, essa imponente vegetação, considerada como uma das maiores biodiversidades do Planeta? Somente restou menos de 8%! 
O Planeta Terra, sem sua vegetação, sem sua Biodiversidade é um ambiente estéril, sem graça, artificial, sem sentido. São bilhões de anos de evolução detonados para satisfazer o acúmulo de bem materiais para poucos.
Essa árvore é um ceboleiro, linda à emoção!

VIVÊNCIA RAKU-JULHO 2013






VIVÊNCIA PORANGABA

VIVÊNCIA DE CERÂMICA - RAKU

SÁBADO DIA 20 DE JULHO DE 2013

O QUE É A VIVÊNCIA PORANGABA?
É um acontecimento cerâmico, prático, que acontece no Sítio Porangaba,
 em Quatro Barras, num ateliê cercado pela Natureza. Serão 2 queimas
 de peças cerâmicas usando a técnica de Raku.  Não exige conhecimento 
cerâmico anterior. A Vivência começa às 9 horas da manhã. 
 O almoço será no Terra Brasil Café. Às 17 horas lanche de encerramento.

COMO ACONTECE?
Cada participante recebe 2 peças e decora com vidrado (com a devida orientação) que
 são levadas ao forno para duas queimas.

CUSTO POR PESSOA:
O valor individual é de R$ 150,00,.

CONFIRMAÇÃO:
A presença deverá ser confirmada  até dia  15 de JULHO.
 O número máximo é de 12 pessoas.
Quem quiser participar deverá inscrever-se pelo telefone 41.91452884
ou pelo e-mail= gpnarciso@hotmail.com . Nesta ocasião será fornecido um mapa de acesso.

ENDEREÇO:
Estrada da Graciosa, 6609 – Bairro Campininha – Quatro Barras – PR
GILBERTO NARCISO – Ceramista e Eng. Químico
Visite meu Blog:  gilbertonarciso.blogspot.com
Facebook/terrabrasilcafé



segunda-feira, 24 de junho de 2013

PESQUISA - RAKU com opacificantes

Sempre o céu como um teto incendido...
Primeiro plano sempre o Araucária angustifolia, nosso Pinheiro Paraná, do qual resta menos de 3% de sua quantidade quando aqui aportaram os portugueses. Mas a devastação não começou com o nosso Pinheiro, primeiro foi a zona litorânea, depois, 1885, com a construção da ferrovia Curitiba/Paranaguá, ficou fácil levar do primeiro planalto o pinheiro. Então chegou o americano Farquar que construiu a RVPSC, ferrovia cortando do Paraná ao Rio Grande do Sul, rasgando Santa Catarina, no começo do século passado. De lá prá cá sobrou a insignificante porcentagem acima, e olhe que estou sendo otimista....




Estas fotos não tem photoshop é o nascer de sol do outono que controlo todo dia.


Fiz uma pesquisa com vidrados de cobre e os opacificantes, Zirconio, Zinco, Estanto e Titânio. Independentemente cada um e depois misturando-os com dois, três opacificantes e, por fim os quatro.
O resultado foi uma mistura de cores como aconteceu com o vidrado acima, uma profusão de cores, parecendo um copper mate, mas não é, tem vidrado brilhante, não é mate. Foi uma brincadeira interessante  e o resultado mais ainda. Apareceram muitas cores, o rosa quase bordô, verde, azul, cobreado, amarelo, mais outros tons, realmente interessante.






SEMANA DO CERAMISTA/JOINVILLE-SC



Fui homenageado em Joinville, SC, como Ceramista do Ano, na Semana do Ceramista, com direito à exposição, etc, no final do mes de maio.
Na foto o staff da Secretaria de Cultura de Joinville, responsável pelo evento, mais a Ilka Barcellos e a Rosane Bortolin, nossas conhecidíssimas ceramistas de Floripa, que também eram palestrantes do Evento.
Pude conhecer o trabalho da Ilka mais de perto e é muito interessante  ver como ela intrincou a cerâmica com a biologia, fazendo uma parceria visceral e com resultados belíssimos, motivo pelo qual ela está sendo reconhecida em toda parte.
Fiquei muito feliz em mostrar o trabalho que venho executando de forma solitária no meu ateliê. Estava pesquisando raku, as implicações dos opacificantes no vidrado de cobre, vidrados e massas com inserção de rochas existentes no Estado do Paraná, como a magnetita, malaquita, xisto, filitos, arenitos, quartzitos, etc., mais os vidrados clássicos : sangue de boi, celadon, tenmoku, estes últimos, devido à nossa tradição zero de cerâmica clássica, é uma pesquisa que precisa um longo percurso, com resultados próprios, claro. Todavia, alguns resultados sempre aparecem, mesmo porque as formulações estão disponíveis na literatura e internet. Demanda infraestrutura que permita fazer reduções em alta temperatura, o que é possível com pequenos fornos à gás, como é o meu caso.
Nesta exposição mostrei a amplitude de trabalho que executo: terracota, com modelado da figura humana, raku, copper mate, vidrados clássicos, massas com rochas, vidrados com rochas, vidrados de argila com redução, vidrados clássicos com redução, vidrados de argilas, cinzas, principalmente.


O evento transcorreu impecável, meninas competentes e trabalhadoras. Obrigado!